O debate sobre o fim da escala 6×1 vai além da redução dos dias trabalhados e levanta questionamentos sobre possíveis impactos na organização das empresas e nas relações de trabalho. Especialistas avaliam como eventuais mudanças na jornada poderão influenciar modelos de contratação, custos operacionais e estratégias adotadas pelos empregadores para manter suas atividades.
O fim da escala 6×1 transforma ambos: a jornada de trabalho e a forma de contratar. Para cobrir os buracos na escala de atendimento e produção, as empresas precisarão aumentar o quadro de funcionários, adotar regimes de turnos rotativos e investir em banco de horas negociado.
- Novo Limite Legal: A carga horária cai de 44 horas para 40 horas semanais, mantendo o limite diário de 8 horas.
- Transição Gradual: A redução ocorre ao longo de 14 meses. A primeira redução (para 42 horas) entra em vigor 60 dias após a promulgação da PEC, chegando às 40 horas no ano seguinte.
- Dias de Descanso: O trabalhador passa a ter garantidos dois dias de folga por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.
- Mais Contratações: Setores operacionais, como o varejo e alimentação (que dependem de cobertura aos finais de semana), precisarão ampliar o quadro de funcionários e revesar equipes para cobrir os dias de folga extras.
- Negociações Coletivas: As empresas precisarão firmar convenções com sindicatos para criar banco de horas e adequar as jornadas às necessidades operacionais de cada negócio.
- Regimes de Turnos: O modelo de 5 dias trabalhados com 2 de descanso forçará o fim de horários rígidos e a adoção de escalas intercaladas entre os colaboradores.
Acompanhe a tramitação detalhada no Portal da Câmara dos Deputados para entender os prazos de adequação para o seu setor.
Publicado por: Marta Pierina Verona / Especialista em Legislação Trabalhista na Metadados RH – MP3 de sua autoria * Carreira em Tópicos 163: O fim da escala 6×1 vai mudar apenas a jornada ou vai transformar a forma de contratar?
Fonte: Portal Contabeis com informações de IA