Imposto do Pecado da reforma tributária deve entrar em vigência em 2027 já com alíquota cheia

Imposto do Pecado da reforma tributária deve entrar em vigência em 2027 já com alíquota cheia

O governo quer implementar o Imposto do Pecado já com alíquota total, sem ter valor de transição. O Imposto Seletivo Federal (IS), também conhecido popularmente como “Imposto do Pecado”, foi aprovado no texto da reforma tributária para tributar itens que prejudicam à saúde e o meio ambiente e que são amplamente consumidos no Brasil. Embora o prazo para entrar em vigência não esteja claro na proposta aprovada, o secretário extraordinário da reforma, Bernard Appy, afirmou nesta quinta-feira (21) ao g1 que o imposto deve já ser criado e implementado em sua totalidade em 2026, já com a alíquota cheia.

“Imposto seletivo em 2027 provavelmente vai alíquota cheia também, não está definido necessariamente. Mas, como você zera o IPI para todos os produtos que não são fabricados na Zona Franca, muito provavelmente ele vai ficar com alíquota cheia”, afirmou. Ou seja, o tributo que vai substituir o Imposto sobre produtos Industrializados (IPI), seria aplicado sem valor de transição. Isso também significa que o “Imposto do Pecado” já poderá ser implementado durante o período de transição da reforma, uma vez que o prazo final para aplicação será em 2033.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a lei ordinária que vai regulamentar o imposto seletivo deve ser publicada até 2025. Vale lembrar que o objetivo do IS, ou Imposto do pecado, é desestimular o consumo de produtos como cigarro e álcool com a sobretaxação. Ainda não é certo o que mais será incluído ou não e a lista com os produtos será regulamentada só depois da aprovação da reforma.

Publicado por: Izabella Miranda

Fonte: Portal Contabeis