Governo vai garantir isenção do IR para quem ganha até dois salários mínimos em 2025, afirma secretário da Fazenda

Governo vai garantir isenção do IR para quem ganha até dois salários mínimos em 2025, afirma secretário da Fazenda

Com valor do salário mínimo reajustado em 2025, a isenção do IRPF deve ser de R$ 3.018 no próximo ano. Na última sexta-feira (6), o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou à Folha de S. Paulo que o governo vai garantir em 2025 a correção da faixa de isenção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) em dois salários mínimos.  Assim, considerando a previsão do piso salarial apresentada no Projeto de Lei Orçamentária de 2025 de R$1.509, a isenção do IRPF prevista será de R$ 3.018.

“Corrigimos para dois salários mínimos, estamos mantendo e vamos manter isso”, disse o secretário.  Quando questionado sobre a decisão do governo de não contar com a correção da tabela do IR no Projeto de Lei Orçamentária de 2025, enviado na semana passada ao Congresso Nacional, ele afirmou: “Mas vai ter, fique tranquilo que, assim como não estava no anterior, a gente faz”, diz. Segundo ele, haverá medidas de compensação da perda de arrecadação com a correção da tabela.

Em 2024, o presidente aumentou a faixa de isenção e, com isso, a pessoa física com remuneração mensal de até R$ 2.824 (dois salários mínimos) está isenta de pagar o imposto neste ano. Em 2023, o governo promoveu a primeira elevação do limite de isenção, após oito anos de congelamento da tabela. O valor, no entanto, segue distante da promessa de campanha de elevar a isenção para quem ganha até R$ 5.000. A falta de atualização da tabela faz com que os brasileiros paguem cada vez mais Imposto de Renda, retirando dinheiro das famílias.

A equipe econômica quer tratar o tema da cobrança do IRPF na primeira etapa da reforma da renda, que deverá ser enviada ao Legislativo até o final do ano. A ideia é dar alívio tributário para a classe média. Na discussão da reforma da renda da pessoa física, Mello disse que o governo tenta atender a demanda do presidente Lula, que terá um impacto econômico positivo, porque aumenta a renda disponível da classe trabalhadora e, ao mesmo tempo, amplia a progressividade do sistema. Ou seja, fazer quem ganha mais pague proporcionalmente mais imposto do que os de renda menor. Hoje, o sistema é regressivo. “Para garantir que ao longo da curva você tenha uma alíquota efetiva progressiva e não como é hoje. Tudo isso está sendo calculado”, ressalta.

Publicado por: Izabella Miranda

Fonte: Portal Contabeis com informações Folha de S Paulo