Salário mínimo: INSS começa a pagar 13º salário a quem ganha mais do que o piso

Salário mínimo: INSS começa a pagar 13º salário a quem ganha mais do que o piso

Governo antecipou 2 parcelas do abono de Natal a mais de 30 milhões de aposentados. Nesta quinta-feira (1)º o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa a pagar a 1º primeira parcela do 13º salário a aposentados, pensionistas e demais beneficiários que recebem mais do que um salário mínimo, de R$ 1.320 neste ano. A liberação dos valores vai até 7 de junho, conforme o final do benefício, sem considerar o dígito verificador.

As parcelas do abono de Natal foram adiantadas neste ano, a exemplo do que ocorre desde o ano de 2020. No final do mês de junho, o órgão libera a segunda parcela. O pagamento do 13º é feito junto com o benefício mensal. O pagamento inicia no dia 26 de junho indo até 7 de julho. Recebem primeiro os segurados com direito a um salário mínimo, conforme o final do benefício e, depois, a partir do mês seguinte, é liberado o montante a quem tem benefício maior.

Calendário da 1º parcela do 13º salário do INSS em maio
  • Para quem ganha um salário mínimo de R$ 1.320
Final do benefício Data do depósito
1 25 de maio
2 26 de maio
3 29 de maio
4 30 de maio
5 31 de maio
6 01 de junho
7 02 de junho
8 05 de junho
9 06 de junho
10 07 de junho
  • Para quem ganha acima do salário mínimo
Final do benefício Data do depósito
1 e 6 01 de junho
2 e 7 02 de junho
3 e 8 05 de junho
4 e 9 06 de junho
5 e 0 07 de junho
Calendário da 2º parcela do 13º salário do INSS junho
  • Para quem ganha um salário mínimo de R$ 1.320
Final do benefício Data do depósito
1 26 de junho
2 27 de junho
3 28 de junho
4 29 de junho
5 30 de junho
6 03 de julho
7 04 de julho
8 05 de julho
9 06 de julho
10 07 de julho
  • Para quem ganha acima do salário mínimo
Final do benefício Data do depósito
1 e 6 03 de julho
2 e 7 04 de julho
3 e 8 05 de julho
4 e 9 06 de julho
5 e 0 07 de julho
O que fazer com o 13º do INSS?

O pagamento adiantado é uma reivindicação dos aposentados do INSS, no entanto, muitos se queixam que ficam sem abono no final do ano, quando não há mais nenhuma parcela extra a ser recebida. A educadora financeira Cíntia Senna, afirma que o aposentado deve avaliar bem o que fará com o 13º para não gastar de uma vez e ficar sem nenhum dinheiro no futuro.  “Em tese, o aposentado estaria recebendo o dinheiro só lá no final do ano, é como se ele não existisse. Ele deve fazer a gestão desse recurso”, afirma Senna.

A dica da educadora é poupar ao menos parte dele, se não todo o valor, e fazer algum investimento seja possível.  “Será que eu preciso gastar esse valor agora? Será que posso reservar parte dele para o final do ano? É um caminho, uma possibilidade”, diz. Pagar dívidas é uma das possibilidades, porém Cíntia também pontua que é preciso pensar muito antes de quitar o que está devendo, ou mesmo parcelar uma dívida, e seguir inadimplente depois.

“É preciso avaliar. Vou quitar uma dúvida e ficar sem reservas? Esse dinheiro vai resolver o problema ou só vai me dar um acordo que saio da inadimplência, mas continuo com dívida?”, diz. De acordo com a Serasa, uma pesquisa do órgão feita entre os dias 18 e 23 de maio com 1.754 aposentados e pensionistas do INSS mostra que 37% deles têm intenção de utilizar a antecipação do 13º salário para pagar dívidas. No mês de abril, o Mapa de Inadimplência e Negociações da Serasa apontou alta no número de devedores.

Ao todo, 71,4 milhões de brasileiros estavam inadimplentes, dos quais 17,7% eram consumidores acima de 60 anos. Para tentar conter o avanço de devedores, a Serasa está negociando mais de 15 milhões de dívidas de aposentados na plataforma Serasa Limpa Nome. São 500 empresas parceiras de diversos segmentos como bancos, lojas, telefonia, água, luz e gás, entre outros.

Quanto o aposentado recebe de 13º?

A primeira parcela do 13º é paga sem nenhum desconto e corresponde à exata metade do benefício mensal de quem já estava aposentado em janeiro.  Para quem ainda não recebia benefício do INSS em janeiro, os valores liberados de 13º são proporcionais, conforme a quantidade de meses em que o segurado passou a receber a aposentadoria, a pensão ou o auxílio. A segunda parcela tem desconto do IR, no caso de quem está obrigado a pagar.  Neste ano, a tabela do Imposto de Renda foi atualizada pelo governo, com elevação da faixa de isenção e desconto-padrão de R$ 528 sobre os rendimentos, o que fará com que os contribuintes paguem menos imposto.  Além disso, 13,7 milhões devem ficar isentos do IR com a elevação da faixa inicial.

Publicado por: Lívia Macario

Fonte: Portal Contabeis com informações da Folha de S. Paulo