Neste ano, cerca de 144 mil cartões brasileiros foram roubados e vendidos ilegalmente. Um estudo conduzido pela NordVPN, empresa de cibersegurança, mostrou que o Brasil está entre os cinco países mais afetados por roubo de cartões de pagamento no mundo, com aproximadamente 144 mil cartões roubados e vendidos na dark web neste ano. A dark web é um espaço anônimo na internet onde ocorrem atividades ilegais e criminosas. No contexto sul-americano, o Brasil ocupa a primeira posição entre os países que mais enfrentam roubos e fraudes envolvendo cartões. A pesquisa ainda apontou que o preço médio de um cartão roubado no Brasil e comercializado na dark web é de R$ 42,25. Atualmente, existem cerca de 92 mil cartões de pagamento brasileiros sendo vendidos ilegalmente.
A análise abrangeu 6 milhões de cartões encontrados em redes anônimas e revelou que 66,7% deles possuem ao menos algumas informações pessoais das vítimas, como:
- Endereço;
- Telefone;
- E-mail;
- Número do Seguro Social (SSN).
No caso do Brasil, mais de 48 mil cartões analisados continham o número de telefone das vítimas. A NordVPN estima que os cibercriminosos poderiam lucrar mais de US$ 18,5 milhões (aproximadamente R$ 92,6 bilhões) com a venda total dos dados encontrados. Como alerta, a NordVPN diz diz que a comercialização de informações pessoais junto aos cartões torna a situação ainda mais perigosa. De acordo com a empresa de cibersegurança, os métodos de roubo de cartões de pagamento evoluíram e passaram a utilizar técnicas mais sofisticadas, como phishing e malware, podendo levar ao roubo de identidade das vítimas.
No ranking global, os Estados Unidos lideram em número de cartões roubados, com mais da metade dos 6 milhões de unidades analisadas, cerca de 3,5 milhões, oriundas do país. Reino Unido, México e Índia também figuram na lista dos 20 primeiros colocados. Vale destacar que os cartões mais valorizados pelos criminosos são os da Dinamarca, com preço médio de R$ 57,56.
Medidas de proteção
A NordVPN recomenda, para se proteger dos ataques, a utilização de senhas impenetráveis, com pelo menos 20 caracteres, e o uso de um gerenciador criptografado. Outras dicas incluem baixar o aplicativo do banco para receber notificações em tempo real, alterar nome de usuário e senha em caso de violação de dados e utilizar um software anti-malware para detectar arquivos maliciosos e vírus que roubam informações.
A pesquisa da NordVPN foi realizada em parceria com pesquisadores independentes especializados em segurança cibernética e analisou oito mercados-chave na dark web, recuperando informações de mais de 6 milhões de cartões. A empresa evidencia que o estudo não determinou o número exato e nem analisou a totalidade dos detalhes de cartões de pagamento vendidos em toda a dark web.
Publicado por: Lívia Macario
Fonte: Estado de Minas – Economia